quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

16º. - DIA QUALIDADES DE JESUS EM SEUS RELACIONAMENTOS

“Naquele tempo, os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas”.
(Mc 6, 30-34)

O evangelho de hoje nos revela três grandes qualidades de Jesus em seus relacionamentos com as outras pessoas. Em primeiro lugar, Jesus estava sempre atento às necessidades dos outros: Ele sabia respeitar o momento e o espaço daqueles que viviam com Ele. Isso fica claro quando vemos como o Senhor pensou com cuidado num lugar onde seus discípulos pudessem descansar e recobrar suas forças. Percebendo o esgotamento daqueles homens, Jesus não “forçou a barra”, cobrando algo que eles não poderiam mais oferecer. Aquele era o momento de descansar para retomar a missão depois, com mais vigor.
Jesus sabia ter compaixão por aqueles que o cercavam: Ele conseguia ver a dor e o sofrimento das pessoas e as levava a sério. Jesus não considerava perda de tempo o fato de estar ao lado dos sofredores, daqueles que não poderiam oferecer nada em troca de sua atenção. Ao contrário, Jesus amava “ensiná-los”. O Mestre não desejava resolver os problemas de todos num passe de mágica, mas queria torná-los pessoas cheias da sabedoria do alto, capazes de enfrentar seus problemas com coragem e determinação.
Jesus sabia se adaptar bem a mudanças de agenda, sem tornar isso um motivo de frustração e reclamações. Mesmo tendo se programado para descansar com os discípulos, Jesus acolhe com carinho aqueles que estavam, na realidade, “estragando seus planos”. Ele sabia viver cada momento como se fosse o único, e por isso era capaz de refazer seus projetos de acordo com os planos do Pai, sem tornar esses transtornos motivo de irritação e maiores tensões. Jesus vivia os reveses da vida com leveza e espírito de aceitação.
Como você está em relação a essas três características do caráter de Jesus? Ele é nosso modelo para uma vida repleta de paz e vitória. Há algo que o Senhor possa ensinar a você hoje através desse evangelho?
Ore, nesse momento, pedindo que o Espírito Santo molde o seu caráter à semelhança do Senhor Jesus:
Pai, em Nome do Teu Filho Jesus, derrama sobre mim mais uma vez o Teu Espírito. Que Ele vá me modelando à imagem de Jesus, o meu Senhor. Pai, desejo no dia de hoje estar atento ao momento dos meus irmãos. Ajuda-me a ter cuidado com eles, estendendo a mão em suas necessidades e incentivando-os com minhas palavras. Desejo ter um coração cheio de compaixão, que sabe se colocar no lugar do mais pobre e sofredor. Usa-me, Senhor, para ensinar algo de bom aos que precisam de apoio para se reerguer na vida. Dá-me a graça de viver o dia de hoje segundo os Teus planos, mais do que segundo a minha agenda. Que nada seja motivo de irritação ou frustração, mas uma oportunidade para aprender e crescer em graça e sabedoria. Abençoa-me nesse dia, Pai, em Nome de Jesus. Amém.

Retirado do Livro:
BASTA UMA PALAVRA
Pe. Antonio José


Santo do Dia - Santa Maria Josefa Rossello

Benedita Rossello era natural da belíssima cidade de Albissola Mariana, em Savona, na Itália. Nasceu no dia 27 de maio de 1811, descendente de uma humilde família de fabricantes de vasilhas e, desde cedo, teve de, literalmente, "colocar a mão na massa" para ajudar o pai com a modelação da argila. Mas trabalhar para a família não era o suficiente para Benedita. O que ela mais queria era trabalhar para o mundo, para os outros, para o próximo.

Inscreveu-se muito jovem na Ordem Terceira de São Francisco e, aos dezenove anos, empregou-se numa residência para dar assistência ao chefe da família em sua doença. Fez um trabalho tão dedicado e confortador que, quando o doente morreu, a viúva quis adotar Benedita.

A oferta foi recusada, pois a jovem buscava uma atividade maior. Tentou inscrever-se numa casa de caridade, mas a falta do dote financeiro suficiente a impediu de concretizar o sonho, deixando-a triste e amargurada. Nesse mesmo tempo, perdeu o pai e uma irmã, tendo de prover a família durante um período.

Pouco tempo depois, o bispado de Mari procurava voluntárias para a implantação de um instituto de educação para meninas pobres e Benedita não perdeu tempo. Uma casa modesta e alugada serviu de semente para o que seria uma grande Obra, de início dirigida por Benedita e com apenas duas companheiras.

Em 1837, fez os votos perpétuos de religiosa, tomando o nome de Maria Josefa. Três anos depois, era a superiora da nova Congregação religiosa: o Instituto das Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia, que já contava com sete irmãs e algumas noviças.

Entre tantas iniciativas de benemerência, uma ficou marcada: sob a tutela da madre Maria Josefa, o Instituto começou a abrigar escravos africanos, dando asilo, principalmente, a meninas provindas da escravidão humilhante e desumana. Ela, no futuro, ergueria muitas casas iguais, além de um seminário para filhos de operários pobres.

A fundadora morreu em 7 de dezembro de 1880. O papa Pio XII declarou santa Maria Josefa Rossello em 1949. Ela, que dedicou toda sua vida aos doentes e às crianças, mesmo quando ainda não era religiosa, nasceu Benedita, e bendita foi sua dedicação à caridade, deve ser venerada com festa litúrgica no dia de sua morte.

Santo do Dia - Santo Ambrósio

Conselheiro e pai espiritual de três imperadores romanos, Graciano, Valentiniano II e Teodósio I, Ambrósio é o símbolo da Igreja nascente, após os sofridos anos de perseguições e vida escondida. Foi graças à sua atuação que a Igreja de Roma conseguiu tratar com o poder público sem servilismo.

Tanto que Ambrósio chegou a repreender asperamente o imperador Teodósio I, obrigando-o a fazer uma penitência pública por ter massacrado a população da Tessalônica para conter uma revolta. A sua figura representa o ideal de bispo pastor, que se deve impor como símbolo de liberdade e de pacificação para o Povo de Deus.

Nasceu em Trèves, atual Alemanha, por volta do ano 339. Era de família cristã: seu pai era alto funcionário do Império Romano, governador de uma província do outro lado dos Alpes, no norte da Itália. Quando o pai morreu, a família foi para Roma, onde Ambrosio estudou direito, retórica e iniciou sua carreira jurídica.

Certa vez, estava em Milão quando o bispo morreu. Bom jurista e funcionário imperial, procurou evitar um conflito nas novas eleições eclesiásticas com um discurso firme e muito sensato. Foi tão sereno e equilibrado que, ao final, a assembléia o aclamou o novo bispo de Milão. Muito surpreso, recusou, dizendo que essa não era a sua intenção, até porque era um pecador, e não era ainda batizado, ainda se preparava para esse sacramento. Mas não adiantou. Logo foi batizado e consagrado.

Desde então, dedicou-se com afinco ao estudo das Sagradas Escrituras. Não era intelectual, mas suas obras litúrgicas, comentários sobre as Escrituras e tratados ascético-morais o fizeram especialista da doutrina cristã e da arte de administrar a comunidade cristã a ele confiada.

A marca do seu apostolado foi impressa pela importância que deu aos valores da virgindade de Maria e dos mártires de Cristo. Considerado o pai da liturgia ambrosiana, recebeu com mérito o título de doutor da Igreja.

Os livros de sua autoria que chegaram até nós são, quase todos, a reprodução de suas pregações e sermões. Agostinho, convertido por ele e um dos seus ouvintes freqüentes, conta que o prestígio dos sermões do bispo Ambrósio de Milão era enorme, graças ao eficaz tom de voz e sua eloqüência com a escolha das palavras. Por isso foi chamado de "o apóstolo da amizade".

Morreu em Milão, em 4 de abril de 397, uma Sexta-Feira Santa. Santo Ambrósio é venerado no dia 7 de dezembro, data em que, no ano 374, foi aclamado pela população bispo de Milão.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

15º. - DIA SAUDADES E ESPERANÇAS

“Naquele tempo, Jesus decidiu partir para a Galiléia. Encontrou Filipe e disse: “Segue-me”. Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!”. Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. Natanael perguntou: “De onde me conheces?”. Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.
( Jo 1, 43-51)

“Verás coisas ainda maiores!”. Essa é a promessa de Jesus a Natanael em seu primeiro encontro, cheio de surpresas. Ao ser apresentado ao Mestre nazareno, que parecia conhecê-lo tão bem e de maneira tão íntima, Natanael termina por exclamar: “Tu és o Filho de Deus, o Rei de Israel”. Mas Jesus adverte: “Muito mais virá pela frente! Se me seguir, você será tocado muito mais profundamente a cada instante que estiver comigo. Esteja atento para ver o céu e a terra se abraçando a cada dia...”.
O discípulo de Jesus deve ter o coração preparado para ver coisas sempre maiores vindas da parte de Deus. Há pessoas que facilmente se acomodam àquilo que já receberam e não esperam muito mais do futuro. Outras, infelizmente, depois de situações de prova e sofrimento, pensam que os “bons tempos” já passaram. Olhando para trás, acreditam que “eram felizes e não sabiam” e alimentam uma amarga nostalgia, que as torna incapazes de aproveitar as novas oportunidades que Deus lhes dá para serem felizes hoje.
Jesus nos ensina que devemos ter o coração aberto para as lições e manifestações de Deus que acontecem a cada dia de nossas vidas. Coisas grandes estão preparadas para você também, ainda que pense que seu passado é maior do que seu futuro. Hoje, o grande Deus a quem servimos deseja dar-lhe uma nova chance de se sentir feliz e completo. Abra seu coração à esperança de boas-novas para sua vida, ainda que em meio a provações e sofrimentos.
Vamos orar, enchendo nosso coração de esperanças para as grandes bênçãos que Deus tem para o dia de hoje:
Pai querido, agradeço porque Teus planos para minha vida ainda não se encerraram. Obrigado, Pai, porque coisas maiores do que tudo que já vivi estão reservadas para mim. Agradeço pelas coisas boas do passado, mas não quero que a saudade e a nostalgia se tornem um empecilho para eu viver as bênçãos do dia de hoje. Quero ardentemente, amado Deus, ser alguém repleto de esperança, capaz de criar um clima de expectativa e otimismo aonde quer que eu vá. Usa-me, Pai, como um mensageiro de boas-novas para muitas pessoas nesse dia. Em Nome de Jesus, hoje verei o céu se abrir e os anjos de Deus vindo em meu socorro para eu não desfalecer. Amém.
 
Para memorizar
“Esperança esta que seguramos qual âncora de nossa alma, firme e sólida, e que penetra até além do véu, no santuário onde Jesus entrou por nós como precursor”
(Hebreus 6, 19).
Segundo a Bíblia, a esperança é a âncora que dá firmeza à alma em meio a toda tempestade. Nossa esperança foi lançada além do véu, isto é, além das nuvens e da escuridão, e permanece firme e sólida no trono de Deus, onde Jesus está, continuamente, orando por nós. No dia de hoje, quando soprar o vento da tribulação, agarre-se com todas as forças à âncora que está fincada no céu, além das nuvens. Espere tudo de Deus, mesmo quando não tiver nada mais a esperar dos homens.

Retirado do Livro:
BASTA UMA PALAVRA
Pe. Antonio José

Santo do Dia - São Nicolau

Nicolau é também conhecido por São Nicolau de Mira e de Bari. Venerado, amado e muito querido por todos os cristãos do Ocidente e do Oriente. Sem dúvida alguma, é o santo mais popular da Igreja. Ele é padroeiro da Rússia, de Moscou, da Grécia, de Lorena, na França, de Mira, na Turquia, e de Bari, na Itália, das crianças, das moças solteiras, dos marinheiros, dos cativos e dos lojistas. Por tudo isso os dados de sua vida se misturam às tradições seculares do cristianismo.

Filho de nobres, Nicolau nasceu na cidade de Patara, na Ásia Menor, na metade do século III, provavelmente no ano 250. Foi consagrado bispo de Mira, atual Turquia, quando ainda era muito jovem e desenvolveu seu apostolado também na Palestina e no Egito. Mais tarde, durante as perseguições do imperador Diocleciano, foi aprisionado até a época em que foi decretado o Edito de Constantino, sendo finalmente libertado. Segundo alguns historiadores, o bispo Nicolau esteve presente no primeiro Concílio, em Nicéia, no ano 325.

Foi venerado como santo ainda em vida, tal era a fama de taumaturgo que gozava entre o povo cristão da Ásia. Morreu no dia 6 de dezembro de 326, em Mira. Imediatamente, o local da sepultura se tornou meta de intensa peregrinação. O seu culto se difundiu antes na Ásia, e o local do seu túmulo, fora da área central de Mira, se tornou meta de peregrinação.

O documento mais antigo sobre ele foi escrito por Metódio, bispo de Constantinopla, que em 842 relatou todos os milagres atribuídos a são Nicolau de Mira. Depois, mais de sete séculos passados da sua morte, "Nicolau de Mira" se tornou "Nicolau de Bari". Em 1087, a cidade de Bari, em Puglia, na Itália, sofria a subjugação dos normandos. E Mira já estava sob domínio dos turcos muçulmanos. Setenta marinheiros italianos desembarcaram nessa cidade e se apoderaram das suas relíquias mortais, transferindo-as para Bari. O corpo de são Nicolau foi acolhido, triunfalmente, pela população de Bari, que o elegeu seu padroeiro celestial. E ele não decepcionou: por sua intercessão os prodígios e milagres ocorriam com grande freqüência. Seu culto se propagou em toda a Europa. Então, a sua festa, no dia 6 de dezembro, foi confirmada pela Igreja.

A tradição diz que os pais de Nicolau eram nobres, muito ricos e extremamente religiosos. Que era uma criança com inclinação à virtuosidade espiritual, pois nas quartas e nas sextas-feiras rejeitava o leite materno, ou seja, já praticava jejum voluntário. Quando jovem, desprezava os divertimentos e vaidades, preferindo freqüentar a igreja. Costumava fazer doações anônimas em moedas de ouro, roupas e comida às viúvas e aos pobres. Dizem que Nicolau colocava os presentes das crianças em sacos e os jogava dentro das chaminés à noite, para serem encontrados por elas pela manhã. Dessa tradição veio a sua fama de amigo das crianças. Mais tarde, ele foi incluído nos rituais natalinos no dia 25 de dezembro, ligando Nicolau ao nascimento do Menino Jesus.

Mais tarde, quando já era bispo, um pai, não tendo o dinheiro para constituir o dote de suas três filhas e poder bem casá-las, havia decidido mandá-las à prostituição. Nicolau tomou conhecimento dessa intenção, encheu três saquinhos com moedas de ouro, o dote de cada uma das jovens, para salvar-lhes a pureza. Durante três noites seguidas, foi à porta da casa daquele pai, onde deixava o dote para uma delas. Existem muitas tradições e também lendas populares que se criaram em torno deste santo, tão singelo e singular.

A sua figura bondosa e caridosa, símbolo da fraternidade cristã, mantém-se viva e impressa na memória de toda a cristandade. Agora, também na da humanidade toda, porque perpetuada através dos comerciantes nas vestes de Papai Noel nos países latinos, de Nikolaus na Alemanha e de Santa Claus nos países anglo-saxões. Mesmo sob falsas vestes, são Nicolau nos exemplifica e recorda o seu grande amor às crianças e aos pobres e a alegria em poder servi-los em nome de Deus.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Santo do Dia - Nicola Stenon

Nasceu no dia 11 de janeiro de 1638, em Copenhague, Dinamarca. A família Stenon era rica e luterana. Seu pai, ourives da Corte, o batizou como Niels Stensen, que foi traduzido para o latim como Nicola Stenon.

Quando jovem, resolveu estudar medicina, sendo enviado para as universidades de Copenhague, Rostock e Amsterdã. Muito aplicado e inteligente, descobriu que o coração é um músculo e o canal que vai da glândula parótida até a boca, conhecido até hoje como "canal de steno", ou "canal de stenon".

Mas ele não se restringiu apenas ao conhecimento científico. Dedicou-se ao estudo da doutrina cristã, que se reforçou ainda mais quando se estabeleceu em Florença, por cauda das viagens que tinha de fazer pela Europa em função da medicina.

Nos períodos em que ficava na cidade, participava de muitos retiros, estudando a religião e, principalmente, dialogando com doutores teólogos. Em 1667, foi tocado pela fé durante a procissão "Corpus Domini" e decidiu tornar-se católico, acolhendo os sacramentos da Igreja de Roma.

Durante algum tempo, ele se dedicou a uma série de pregações através de cartas enviadas a muitos amigos luteranos. Em seguida, em 1675, recebeu a ordenação sacerdotal em Florença. Dois anos depois, era consagrado bispo, sendo enviado como vigário apostólico ao norte da Alemanha, território quase todo luterano.

O bispo Nicola, com suas inúmeras visitas pastorais, levando a Palavra de Deus a quem encontrava, converteu muitos luteranos de volta ao catolicismo. Mesmo sofrendo de uma doença crônica nos rins, nunca pensou em abandonar sua missão em Schwerin. Até que foi derrotado pela doença.

Morreu no dia 5 de dezembro de 1686, entregue ao sacramento da penitência. Confessou aos presentes seus pecados, porque não havia um padre católico para recebê-la antes de morrer. Uma multidão velou o seu corpo enterrado na catedral dessa cidade na Alemanha. Algum tempo depois, foi trasladado para Florença e sepultado na Basílica de São Lourenço, onde permanece até hoje.

O papa João Paulo II proclamou bem-aventurado Nicola Stenon em 1988. A festa litúrgica para homenagear a sua memória ocorre no dia de sua morte.

Santo do Dia - São Sabas

Os bárbaros godos são conhecidos, na história, por suas guerras de conquista contra terras e nações cristãs. Pagãos, perseguiram e executaram milhares de católicos, mas não puderam impedir a conversão de várias famílias. Foi numa dessas que nasceu Sabas, no ano 439.

Nascido na Capadócia, Sabas teve uma infância difícil. A disputa dos parentes por sua herança o levou a procurar ajuda num mosteiro, onde foi acolhido apesar de ser ainda uma criança. Apesar de pouca instrução, tornou-se um sábio na doutrina cristã.

Desde então, transcorreu sua longa vida entre os mosteiros da Palestina. Experimentou a vida monástica cenobítica, ou seja, comunitária; depois passou para o mosteiro dos anacoretas, onde os monges se nutrem na solidão, preferindo esta última. Dividiu tudo o que herdou entre os cristãos pobres e doentes. Trabalhou na conversão de seus conterrâneos e ajudando os cristãos perseguidos em sua pátria. Era, antes de tudo, um caridoso e valente.

Naquela época, havia o decreto de que cristãos, para serem poupados, deveriam comer a carne dos animais mortos aos deuses pagãos. Muitos se utilizavam da estratégia de enganar os guardas, dando de comer aos familiares carnes comuns, e não as desses sacrifícios, salvando os familiares do martírio. Mas Sabas se recusava a mentir, chegando a protestar em público contra tal prática.

Quando as perseguições se acentuaram, Sabas já gozava de muito prestígio, pois tinha fundado uma grande comunidade de monges anacoretas no vale de Cedron, na Palestina, chamada de "grande Laura". Ela começou naturalmente, com os eremitas ocupando as cavernas ao redor daquela em que vivia, isolado com os animais, e construíram um oratório. Foi assim que surgiu o que seria no futuro o Mosteiro de São Sabas.

A fama dos prodígios que alcançava através das orações e também a grande sabedoria sobre a doutrina de Cristo, que tão bem defendia, fizeram essa comunidade crescer muito.A ele se atribui o fim de uma longa e calamitosa seca. Ocupava uma posição de liderança importante dentro da sociedade e do clero. A eloqüência da sua pregação do Evangelho atraía cada vez mais os pagãos à conversão. Sabas, então, já incomodava o poder pagão como autoridade cristã.

Interferiu junto ao imperador, em Constantinopla, a favor dos mais pobres, contra os impostos. Organizou e liderou um verdadeiro e próprio exercito de monges anacoretas para dar apoio ao papa contra a heresia monofisista que agitou a Igreja do Oriente.

Morreu em 5 de dezembro de 532, na Palestina, aos noventa e três anos de idade. São Sabas está presente na relação dos grandes sacerdotes fundadores do monaquismo da Palestina. A festa em sua honra ocorre no dia de sua morte.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

14º. - DIA O QUE FAZER COM O QUE JÁ PASSOU?

“Assim fala o Senhor: “Não relembreis coisas passadas, nem olheis para fatos antigos. Eis que eu farei coisas novas, e que já estão surgindo: acaso não as reconheceis? Pois abrirei uma estrada no deserto e farei correr rios na terra seca. Este povo, eu o criei para mim e ele cantará meus louvores. Mas tu, Jacó, não me invocaste, e tu, Israel, de mim te fatigaste. Com teus pecados, trataste-me como servo, cansando-me com tuas maldades. Sou eu, eu mesmo, que cancelo tuas culpas por minha causa e já não me lembrarei de teus pecados”.
(Is 43, 18-19.21-22.24b-25)

Esse pequeno trecho da profecia de Isaías nos faz aprender, com o próprio Deus, a lidar com o passado e com nossos erros. O Senhor nos dá um conselho: “Não relembreis coisas passadas nem fatos antigos”. Lembranças dolorosas são capazes de aprisionar o coração na angústia e na depressão. Alguns dos males causados pelo ressentimento são: insegurança e medo de novas decepções; sentimentos de culpa e remorso; chantagem emocional e cobranças. O ressentimento com as falhas daqueles que nos cercam torna-se uma arma de ataque em momentos de tensão: quem nunca relembrou a uma pessoa, na hora da discussão, as falhas que ela, um dia, cometeu? Esse comportamento só faz aumentar a distância entre os corações que precisam aprender a maravilhosa lição do perdão.
Por outro lado, quantos são aqueles que se privam de novas chances e oportunidades de felicidade por não aceitarem os seus próprios erros do passado... “Sabotam” a si mesmos por não suportarem a idéia de, um dia, ter falhado.Você conhece alguém que viva alguma das situações descritas acima? Como deve ser o coração de uma pessoa que se entrega ao ressentimento contra os outros e contra si mesma?
O Senhor Deus, ao contrário, deseja que olhemos para frente, cheios de esperança no futuro: “farei coisas novas, acaso não as reconheceis?”. As novidades de Deus já estão aí, você não vê? Reconheça as portas que Deus tem aberto em sua vida. Você tem sido capaz de aproveitar as oportunidades que o Senhor lhe dá ou está ocupado demais em lamentar o que um dia não deu certo? Olhe para sua vida com otimismo e confiança; o próprio Deus lhe diz: “cancelo tuas culpas e não me lembro de teus pecados. Eles não fazem parte dos planos eternos de amor que tenho para ti”.

Deus e o diabo
A Bíblia nos ensina muitas coisas a respeito do caráter de Deus e também do seu e nosso inimigo. O salmo 85 diz: “Vós, Senhor, sois clemente e fiel, sois amor, paciência e perdão” (v. 15). Nosso Deus é lento para se irar e sempre disposto a perdoar e esquecer o mal que foi feito. Ele tem em seu coração só amor e por isso é paciente, capaz de esperar por uma nova oportunidade de conquistar nosso coração rebelde.
Já o livro do Apocalipse chama o diabo de “acusador” (Ap 12, 10). Ele está, constantemente, apontando nossas falhas; lembrando-nos delas para infundir desânimo e sentimentos de frustração e culpa em nosso coração.
Que tipo de padrão você deseja seguir em sua vida diária? Você quer desenvolver um caráter acusador, sempre trazendo à tona as falhas dos irmãos para torná-los prisioneiros de cobranças e chantagens? Ou deseja ter um coração parecido com o de Deus, disposto a perdoar e dar uma nova chance para aqueles que
precisam de seu amor paciente? Milagres de cura e restauração podem acontecer sobre esses três pilares: amor, paciência e perdão.
Vamos orar, pedindo ao Senhor que nos dê um coração parecido com o Seu:
Pai Amado, quero abrir os meus olhos hoje para as coisas boas que já estás realizando em minha vida. Não quero mais ficar prisioneiro daquilo que já passou. Em Nome de Jesus, me liberto de todo tipo de acusação contra mim mesmo ou contra qualquer outra pessoa que possa ter me ferido. Abençôo todas elas, aprendendo com Deus a transformar minhas mágoas em amor, paciência e perdão. Em Nome de Jesus, declaro: não vou me transformar num eterno acusador, à semelhança do inimigo de Deus, mas, pelo poder do Espírito Santo, serei transformado à imagem de Jesus Cristo, repleto de perdão e misericórdia para com todos. Amém.

Retirado do Livro:
BASTA UMA PALAVRA
Pe. Antonio José

Santo do Dia - São Silvério


Silvério nasceu em Frosinone, na Campânia, Itália. Era filho do papa Hormisdas, que fora casado antes de entrar para o ministério da Igreja. Entretanto, ao contrário do que se encontra em alguns escritos, ele não foi sucessor do seu próprio pai. Antes de Silvério assumir, e depois do seu pai, outros ocuparam o trono de Pedro. Em períodos variados, não ultrapassando dois anos cada um, foram os papas: João I, Félix III, Bonifácio II, o antipapa Dióscoro da Alexandria, João II e Agapito I.

Eleito no dia primeiro de junho de 536, papa Silvério foi o sucessor do papa Agapito I, e o numero cinqüenta e oito da Igreja Católica. Embora fosse apenas subdiácono quando assumiu o trono de Pedro, ele foi um dos mais valentes defensores do cristianismo, pois enfrentou a imperatriz Teodora.

O conflito com a imperatriz começou quando ela enviou uma carta a ele ordenando que aceitasse, em Roma, bispos heréticos, entre eles Antimo. Respondendo com veemência que não obedeceria de forma alguma, foi preso. Tiraram-lhe as vestes papais, e, vestido como um simples monge, foi deportado para Patara, na Ásia.

Enquanto isso, assumia o governo da Igreja o antipapa Virgílio, que foi colocado em seu lugar porque aceitou a imposição da imperatriz de receber em Roma os tais bispos heréticos recusados por Silvério. Esse, por sua vez, pouco depois foi enviado a Lícia. Mas, como era um religioso muito popular, foi recebido com honras inesperadas pelos monarcas romanos da região.

Revoltado com a deposição de Silvério, o bispo de Lícia resolveu falar diretamente com o imperador Justiniano. Foi nesse encontro que proferiu as palavras que ficariam gravadas na história e seriam repetidas pelos séculos seguintes: "Existem muitos reis neste mundo, mas apenas um papa em todo o universo".

Tocado pelas palavras do religioso, o imperador determinou a volta do papa Silvério a Roma. Mas Teodora continuou com suas armações e, pouco tempo depois, ele era enviado à ilha de Palmaria, Ponza, onde sofreu um exílio mais rigoroso que o primeiro.

Novamente, recebeu ordem de Justiniano para voltar a Roma. Contudo o papa preferiu terminar no cisma que surgira, abdicando no dia 11 de novembro de 537.

Consumido pelas chagas e pela fome, morreu pouco depois, no dia 2 de dezembro do mesmo ano. Seu corpo, ao contrário do dos outros papas que morreram no exílio, não retornou para Roma, permaneceu naquela ilha, onde sua sepultura se tornou local de muitas graças e meta de peregrinação. O santo papa Silvério é venerado no dias de sua morte.

Santo do Dia - Santa Bibiana ou Viviana


Na época em que Roma estava sob o poder o imperador Juliano, "o Apóstata", aconteceu um dos últimos surtos de perseguição fatal aos cristãos, entre 361 e 363. O tirano, que já tinha renegado seu batismo e abandonado a religião, passou a lutar pela extinção completa do cristianismo.

Começou substituindo todos os cristãos que ocupavam empregos civis por pagãos, tentando colocar os primeiros no esquecimento. Mas não parou por aí. Os mais populares e os mais perseverantes eram humilhados, torturados e, por fim, mortos.

No ano 363, a família de Bibiana foi executada na sua presença, porque não renunciou à fé cristã. Flaviano, seu pai, morreu com uma marca na testa que o identificava como escravo. Defrosa, sua mãe foi decapitada. Ela e a irmã Demétria, antes, foram levadas para a prisão.

A primeira a morrer foi Demétria, que perseverou na fé após severos suplícios na presença da irmã. Por último, foi o martírio de Bibiana, para a qual, conforme a antiga tradição, o governador local usou outra tática. Foi levada a um bordel de luxo para abandonar a religião ou ser prostituída. Mas os homens não conseguiam aproveitar-se de sua beleza, pois a um simples toque eram tomados por um surto de loucura. Bibiana, então, foi transferida para um asilo de loucos e lá ocorreu o inverso, os doentes eram curados.

Sem renegar Cristo, foi entregue aos carrascos para ser chicoteada até a morte e o corpo jogado aos cães selvagens. Outro prodígio aconteceu nesse instante, pois os cães não o tocaram. Ao contrário, mantiveram uma distância respeitosa do corpo da mártir. Os seus restos, então, foram recolhidos pelos demais cristãos e enterrados ao lado dos familiares, num túmulo construído no monte Esquilino, em Roma.

Finalmente, a perseguição sangrenta acabou. A história do seu martírio ganhou uma devoção dos fieis. Santa Bibiana passou a ser incovada contra os males de cabeça e as doenças mentais e a epilepsia. Seu túmulo tornou-se meta de peregrinação e o seu bonito nome escolhido na hora do batismo. Também a conhecida variação, não menos bela, de Viviana se tornou popular na cristandade.

A veneração era tão intensa que o papa Simplício mandou construir sob sua sepultura uma pequena igreja dedicada a ela, no ano 407. O culto ganhou um reforço maior ainda quando, por volta de 1625, foi erguida sob as ruínas da antiga igreja uma basílica. Nela, as relíquias de santa Bibiana se encontram guardadas debaixo do altar-mor.

Além de ser uma das padroeiras da belíssima cidade de Sevilha, na Espanha, santa Bibiana é, também, padroeira da diocese de Los Angeles, nos Estados Unidos. É celebrada no dia 2 de dezembro, considerado o de sua morte pela fé em Cristo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

13º. DIA - JESUS SABE QUEM VOCÊ É...E O AMA! “

“Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: “Eu conheço aqueles que escolhi”.
(Jo 13, 18)

Existem passagens da Bíblia que, depois de longo tempo despercebidas, num piscar de olhos, passam a falar muito ao nosso coração. É como se as letras saltassem do papel e ficassem gravadas no nosso interior. Seria maravilhoso se isso acontecesse hoje com o pequeno trecho do evangelho de João que citamos acima. De repente, com uma autoridade e um amor todo especial, ouça Jesus dizer a você mesmo:
“Eu conheço aqueles que escolhi.”
Você pode se dar conta, então, de que o Senhor não escolhe estranhos; Ele não trata com desconhecidos. Quando Jesus nos chama, quando nos encanta com Seu olhar e nos convida a caminhar com Ele, já sabe de maneira bastante clara quem somos. Nada em nós surpreende Jesus; nenhuma fraqueza, nenhuma queda, nada em nós pode assustá-lo ou causar-lhe decepção: Ele conhece nossa história, nossas limitações e nosso potencial. Antes de nos conquistar, Jesus já nos via nos caminhos da vida; nos via por dentro, no íntimo, onde não podemos “enganá-lo” com nenhuma de nossas tantas maneiras de nos esconder de nós mesmos e dos outros. E ainda assim Jesus nos ama; e nos chama para esta com Ele.
Não há fraqueza ou ferida em nós para a qual Jesus não tenha uma medida maior de amor para curar. Tudo de que precisamos, aceitação, compreensão e perdão, Jesus já reservou em Seu coração para nos oferecer. Ele quer contar com nossos corações feridos, tocados por Seu amor, para alcançar aqueles que ainda precisam aprender a se deixar amar por Ele. Não há surpresas em você para Jesus! Ele o conhece e, ainda assim, o ama. Daqui por diante, um só é o caminho: que você o conheça como Ele o conhece, por inteiro. Aí sim virão as surpresas: mergulhar no coração de Jesus é mergulhar num oceano de amor e misericórdia. Se o Senhor foi capaz de mergulhar em seu íntimo e descobrir suas fraquezas sem se escandalizar com elas, agora é sua vez de descer até o Seu coração e descobrir a imensidão de Seu amor. Jesus o amou como você é e, mesmo sem nada merecer, se entregou por você. A única coisa que Ele lhe pede é que nunca se furte de ser amado e, assim, aprenda a amar como Ele ama: incondicionalmente, até o fim.
Amado irmão, a Palavra de Deus hoje é para você que ainda se surpreende com suas próprias fraquezas. Certamente, Jesus as conhece melhor do que você mesmo... E, ainda assim, Ele o ama. Podemos talvez nos decepcionar com um desconhecido, alguém sobre o qual lançamos muitas expectativas e que depois não corresponde ao que idealizamos. Mas você não é um desconhecido para Jesus. A única coisa que o Senhor espera de você é que seja corajoso o bastante para se sentir amado gratuitamente por Ele. Assim você encontrará forças para se tornar alguém “inteiro”, que consegue superar suas próprias fraquezas não por ter-se tornado forte, mas por ter-se tornado infinitamente confiante no poder do Amor de Jesus.
Um amor a ser partilhado
“Naquele tempo, Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galiléia o seguia. E também muita gente de Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, do outrolado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse. Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!”. Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era”.
(Mc 3, 7-12)

A simples presença de Jesus num povoado era capaz de causar uma grande mobilização de pessoas e alguns fatos curiosos. A Bíblia diz que alguns chegavam a se jogar sobre Jesus para serem curados e que os demônios se lançavam a Seus pés. O Filho de Deus, cheio de misericórdia e compaixão, atraía a todos, de modo especial, os mais feridos pela vida. Junto a Jesus as pessoas se sentiam amadas, levadas a sério e, por isso, eram curadas. Como as pessoas se sentem estando junto de você? Você as faz se sentirem queridas, valiosas, especiais? Hoje, nós que um dia fomos tocados no mais fundo da alma pelo amor de Jesus, somos os instrumentos de que Ele precisa para continuar alcançando muitos outros. Onde formos, podemos levar misericórdia e amor curador. Sua presença hoje, querido irmão, pode ser motivo de cura e salvação para muitos. Permita que Jesus realize uma bela obra de amor através de você nesse dia!
Vamos orar, deixando-nos curar por Jesus para curarmos com Ele.
Amado Jesus, agradeço porque sabes quem sou e, mesmo assim, me amas tanto. Tu não Te decepcionas comigo, Senhor. Agradeço porque Teu Pai jamais vai se envergonhar de também ser meu Pai, apesar de minha pequenez e de minhas infidelidades. Te agradeço muito, Senhor Jesus, porque me escolheste levando em conta minhas limitações e meu potencial. Sei que compreendes meu passo tantas vezes lento e sei que desejas me fazer dar o melhor que tenho a oferecer. Querido Jesus, também eu desejo Te conhecer. Desejo conhecer Teu poder e Tua misericórdia, que podem transformar tudo em minha vida. Que o dia de hoje, Senhor, seja uma oportunidade imperdível para descobrir mais da Tua grandeza junto de mim. Amém.

Retirado do Livro:
BASTA UMA PALAVRA
Pe. Antonio José

Santo do Dia - Maria Clementina Anuarite Nengapeta

Anuarite Nengapeta era a quarta das seis filhas de Amisi e Isude. A família de pagãos africanos da etnia Wadubu vivia na periferia de Wamba, no Congo. Ela nasceu no dia 29 de dezembro de 1939, como depois comprovou a Santa Sé. Ao ser batizada em 1943, acrescentaram-lhe o nome Afonsina. Na ocasião, também receberam esse sacramento sua mãe e quatro irmãs. A mais velha nunca acompanhou a doutrina cristã. Seu pai, ao contrário, até começou a preparar-se para a conversão. Mas depois desistiu, pois formou outra família, enquanto trabalhava como soldado do exército congolês.

A nova situação familiar refletiu pouco na formação de Anuarite, que teve uma infância e adolescência consideradas normais. Era vivaz e caridosa, de personalidade marcante e temperamento amistoso e generoso. O nervosismo, porém, era o ponto fraco do seu caráter. Era muito sensível e instável, talvez por causa da separação de seus pais. Gostava de freqüentar a igreja, ia à missa aos domingos, com a mãe e as irmãs. Em seguida, ficava estudando o catecismo para poder receber a primeira comunhão, que ocorreu em 1948.

Iniciou os seus estudos e diplomou-se junto ao colégio das Irmãs do Menino Jesus de Nivelles, missionárias na África. Em 1957, decidiu ingressar na Congregação da Sagrada Família. Foi aceita e, durante o noviciado, teve como orientador espiritual o bispo de Wamba. Em 1959, diplomou-se professora, vestiu o hábito e emitiu os votos definitivos, tomando o nome de Maria Clementina. Desde então se dedicava e empenhava muito às funções destinadas: foi sacristã, auxiliar de cozinheira e professora de uma escola primária. Devota extremada de Maria e de Jesus, vivia feliz por ter-se consagrado ao seu serviço.

O Congo da época era governado pelos brancos. Em 1960, havia uma grande campanha contra esse domínio europeu. Fervilhava o ódio racial e não durou muito para traduzirem-se em barbárie os ideais políticos. A revolução dos Simbas explodiu no ano seguinte, iniciando um violento massacre para eliminar todos os europeus, seus amigos e colaboradores negros.

No Convento de Bafwabaka, tudo era calmo até 1964. Em agosto daquele ano, os rebeldes já tinham ocupado grande parte do país. A cada dia avançavam mais, saqueando e matando milhares de civis congoleses indefesos. Mais de cento e cinqüenta missionários, entre sacerdotes, religiosos e irmãos já haviam morrido também.

Os rebeldes chegaram ao convento em 29 de novembro e levaram as trinta e seis integrantes da Sagrada Família, entre elas irmã Maria Clementina Anuarite, de caminhão, para Isiro. Na noite do dia 1o. de dezembro de 1964, o coronel Olombe tentou seduzi-la. Mas como ela se recusou a satisfazer seus desejos carnais, ele a esbofeou e golpeu com a coronhada do fuzil, depois disparou, matando-a. Antes, porém, ela o perdoou e clamou ao Pai para que o perdoasse.

O papa João Paulo II, durante sua viagem ao Congo em 1985, beatificou Maria Clementina Anuarite Nengapeta. Tornou-se a primeira mulher "banto" a ser elevada aos altares da Igreja Católica, cuja festa deve ser no dia de sua morte. Na solenidade de beatificação, o sumo pontífice definiu Anuarite como modelo de fidelidade para todos os católicos do mundo. Depois, enalteceu sua castidade, e a igualou a Santa Inês, mártir do início da cristandade, dizendo: "Anuarite é a Inês do continente africano".

Santo do Dia - Charles de Foucauld

Charles de Foucauld nasceu em Strasburg, na França, em 15 de setembro 1858. Era descendente de família nobre, de tradição militar. Aos doze anos, morava com o avô, pois já era órfão. Aos dezesseis anos, Charles escolheu a carreira militar e, ao final dos estudos nas melhores escolas militares, era um subtenente do exército francês. Foi uma época repleta de entusiasmos, crises e desvios, que o levaram a abandonar a fé. Entregava-se, facilmente, a prazeres e amores libertinos, escandalizando a cidade. Porém sentia necessidade de preencher sua vida tão vazia e sem rumo.

Em 1883, Charles deixou o exército e viajou para o Marrocos, na África. Ele conhecia a Argélia e tinha fascínio pelo país que conhecera como oficial francês. Disfarçou-se de um rabino pobre, vivendo entre as comunidades judaicas, organizando mapas e esboços dos lugares por onde passava. Esse trabalho lhe conferiu uma medalha de ouro oferecida pela Sociedade Francesa de Geografia.

Desde a saída do exército começou a mudança de vida. Com grande apoio dos parentes e de seu conselheiro espiritual, retornou à fé cristã, que o arrebatou de vez. Em 1890, Charles decidiu viver apenas para servir a Deus. Ingressou como noviço num mosteiro trapista de Nossa Senhora das Neves, onde ficou por alguns anos. Mas a mesa farta e a disciplina pouco rígida, como ele próprio concluiu, não produzia monges "tão pobres quanto o Senhor Jesus". Decidiu procurar um estilo de vida que se assemelhasse à humildade de Jesus.

Abandonou o mosteiro e foi à Terra Santa. Lá, sentiu-se mais próximo de Jesus e adotou a vida de pobreza total. Foi aceito no Mosteiro das irmãs clarissas de Nazaré, trabalhando nos serviços gerais. Em 1900, retornou a Paris e completou os estudos no Mosteiro de Nossa Senhora das Neves; recebeu a ordenação sacerdotal e voltou à África. Mas agora com uma nova missão: levar os ensinamentos de Cristo àqueles povos que não o conheciam.

Padre Charles desembarcou em Argel, capital da Argélia, em 1901 e rumou para o sul, bem próximo dos muçulmanos. Em pouco tempo, tornou-se um verdadeiro eremita e muito querido pela população local. Mas seu objetivo maior era ir para o Marrocos, evangelizar a terra dos muçulmanos. Contatou amigos tuaregues, espécie de nômades do deserto, para obter ajuda no seguimento da missão. Intensificou o estudo da língua nativa daqueles povos. Em 1904, já havia traduzido os quatro evangelhos na língua dos tuaregues, além de um dicionário tuaregue-francês. Estava estabelecido no povoado de Tamanrasset, era amigo do chefe dos tuaregues e tinha construído uma pequena cabana para viver, depois transformada no seu eremitério.

Em 1912, estourou a guerra entre a Turquia e a Itália. A tensão entre as tribos tuaregues aumentava. Embora o eremitério de Charles parecesse uma fortaleza, não era suficiente para protegê-lo. No dia 1o de dezembro de 1916, ele foi brutalmente assassinado com um tiro na cabeça, por um adolescente de quinze anos, durante uma tentativa de seqüestro e roubo naquele local.

O exemplo de Charles de Foucauld jamais foi esquecido. Em 1933, seus seguidores fundaram a união dos Irmãozinhos de Jesus, em sua homenagem. Mais tarde, em 1939, uma congregação feminina foi fundada com o mesmo nome. Ambas adotaram o estilo de vida que ele sugerira. A obra continuou a florescer e atingiu o alvorecer do terceiro milênio com mais de dez famílias de religiosos e leigos que seguem o seu carisma, espalhadas em missões em todos os continentes, especialmente no africano. A Santa Sé considerou "venerável" Charles de Foucauld, em 2001 e em 13 de novembro de 2005 o papa João Paulo II o declarou Bem-aventurado.

Santo do Dia - Santo Elói ou Elígio

Bispo, escultor, modelista, marceneiro e ourives, Elói ou Elígio foi um artista e religioso completo. Nasceu na cidade de Chaptelat, perto de Limoges, em 588, na França. Seus pais, de origem franco-italiana, eram modestos camponeses cristãos com princípios rígidos de honestidade e lealdade, transmitidos com eficiência ao filho. Com sabedoria e muito sacrifício, fizeram questão que ele estudasse, pois sua única herança seria uma profissão.

Assim foi que, na juventude, Elói ingressou na escola de ourives de Limoges, a mais conceituada da Europa da época e respeitada ainda hoje. Ao se formar mestre da profissão, já era afamado pela competência, integridade e honestidade. Tinha alma de monge e de artista, fugia dos gastos com jogos e diversões. tudo dispendia com os pobres. Levava uma vida austera e de oração meditativa, ganhando o apelido de "o Monge". Conta-se que sua fama chegou à Corte e aos ouvidos do rei Clotário II, em Paris. Ele decidiu contratar Elói para fazer um trono de ouro e lhe deu a quantidade do metal que julgava ser suficiente. Mas, com aquela quantidade, Elói fez dois tronos e entregou ambos ao rei. Admirado com a honestidade do artista, ele o convidou para ser guardião e administrador do tesouro real. Assim, foi residir na Corte, em Paris.

Elói assumiu o cargo e também o de mestre dos ourives do rei. E assim se manteve mesmo depois da morte do soberano. Quando o herdeiro real assumiu o trono, como Dagoberto II, quis manter Elói na corte como seu colaborador, pois lhe tinha grande estima. Logo o nomeou um de seus conselheiros e embaixador, devido à confiança em suas virtudes.

Elói também realizou obras de arte importantes, como o túmulo de são Martinho de Tours, o mausoléu de são Dionísio em Paris, o cálice de Cheles e outros trabalhos artísticos de cunho religioso. Além disso, e acima de tudo, Elói era um homem religioso, não lhe faltou inspiração para grandes obras beneméritas e na arte de dedicar-se ao próximo, em especial aos pobres e abandonados. O dinheiro que recebia pelos trabalhos na Corte, usava-o todo para resgatar prisioneiros de guerra, fundar e reconstruir mosteiros masculinos e femininos, igrejas e para contribuir com outras tantas obras para o bem estar espiritual e material dos mais necessitados. Em 639, o rei Dagoberto II morreu. Elói, então, ingressou para a vida religiosa.

Dois anos depois, era consagrado bispo de Noyon, na região de Flandres. Foi uma existência totalmente empenhada na campanha da evangelização e reevangelização, no norte da França, Holanda e Alemanha, onde se tornou um dos principais protagonistas e se revelou um grande e zeloso pastor a serviço da Igreja de Cristo.

Durante os últimos dezenove anos de sua vida, Elói evitou o luxo e viveu na pobreza e na piedade. Foi um incansável exemplo de humildade, caridade e mortificação. A região de sua diocese estava entregue ao paganismo e à idolatria. Com as pregações de Elói e suas visitas a todas as paróquias, o povo foi se convertendo até que, um dia, todos estavam batizados.

Morreu no dia 1o de dezembro de 660, na Holanda, durante uma missão evangelizadora. A história da sua vida e santidade se espalhou rapidamente por toda a França, Itália, Holanda e Alemanha, graças ao seu amigo bispo Aldoeno que escreveu sua biografia.

A Igreja o canonizou e autorizou o seu culto, um dos mais antigos da cristandade. A festa de santo Elói ou Elígio, padroeiro dos joalheiros e ourives, ocorre na data de sua morte. Entretanto ele é celebrado também como padroeiro dos cuteleiros, ferreiros, ferramenteiros, celeiros, comerciantes de cavalos, carreteiros, cocheiros, garagistas e metalúrgicos.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

12º. - DIA SABER ESPERAR

“Esperando, esperei no Senhor, e inclinando-se ouviu meu clamor. Canto novo ele pôs em meus lábios, um poema em louvor ao Senhor.”
( Sl 39, 1)

Ao ler esse pequeno versículo do salmo 39, um jovem estudante poderia se perguntar se não existe um erro, uma redundância, na expressão “esperando, esperei no Senhor”. Veremos, contudo, que na gramática da vida existem muitas maneiras de esperar, mas a única correta é essa, ensinada pelo salmo. Saber esperar é uma virtude que traz paz e serenidade para a alma. Mas isso acontece somente quando se espera “esperando”... O que se faz enquanto estamos no aguardo de um futuro melhor é determinante para nossa felicidade cotidiana.
Acreditar que aquilo que está por vir é melhor do que o que vivemos hoje é uma característica das pessoas esperançosas. Pessoas apegadas a velhas fórmulas ou acomodadas a qualquer tipo de situação (podemos nos acomodar até mesmo aos fracassos!) não fazem idéia do que Deus pode lhes reservar para o futuro e, por isso, não se abrem com otimismo para o dia de amanhã. De uma maneira ou de outra, todos desejamos mudanças para melhor. Mas, o que torna uma pessoa esperançosa diferente é que cada dia ela se prepara para as novas bênçãos que virão, acreditando que elas são reais, chegando mesmo a antecipá-las.
A pessoa esperançosa espera “esperando”. Ela sabe, com muita confiança, que o Pai tem planos para cada momento de nossas vidas e sempre está pronto para realizá-los na hora mais apropriada. Ela levanta as mãos para o céu em oração, louvor e gratidão, preparando-se para receber as graças que, certamente, chegarão. A pessoa pessimista, acomodada, incrédula, de alguma maneira também deseja que algo venha a mudar. Mas ela espera “reclamando”, “amaldiçoando”, “agredindo”... Por isso, quando as oportunidades chegam, quando as portas se abrem, muitas vezes tudo se perde, pois ela não está preparada, numa posição de fé, para agarrar as graças de Deus.
Que tipo de pessoa você tem sido, querido irmão? Uma pessoa esperançosa, que aguarda maravilhas vindas de Deus, preparando-se para elas em oração? Ou uma pessoa pessimista, acomodada, que até desejaria uma mudança para melhor, mas nunca está em posição para começá-la? Como você tem esperado? Você espera “esperando”, louvando, preparando-se para o melhor? Ou você espera reclamando, brigando, duvidando do que pode vir? Sua maneira de esperar determina seu bem-estar hoje e desencadeia as graças de amanhã.
Espere esperando e, certamente, você será visitado por uma grandiosa paz vinda de Deus.
Vamos orar, para que o Senhor lhe conceda as graças da esperança e da paciência:
Amado Pai, confio em Teus planos para minha vida. Sei que há um momento para cada gesto de amor vindo de Ti. Por isso, Senhor, encho-me de esperança novamente. Creio que tens um futuro de graça e de bênção eterna para mim e, por isso, vou esperar por ele numa posição de fé, louvando e agradecendo. Não quero mais esperar reclamando ou praguejando. Quero esperar com toda confiança e certo da Tua constante companhia ao meu lado. Obrigado, Senhor, porque me dás paciência para enfrentar as tribulações e saber que elas serão superadas, em Nome de Jesus. Amém.

O acompanhamento da oração
Esperar pelas bênçãos de Deus não significa assumir uma postura de passividade diante da vida. Saber esperar significa estar atento a todas as oportunidades que o Senhor oferece a cada dia. Significa também orar especificamente pelas situações que desejamos que sejam transformadas pela intervenção de Deus. Na sua carta aos cristãos filipenses, Paulo nos ensina uma importante lição a respeito da oração confiante. Fl 4, 6 diz:
“Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças”.
Através dessa passagem, o Espírito Santo nos convida a apresentar a Deus as coisas que nos preocupam, antes mesmo de apresentá-las a outras pessoas. Além disso, Paulo nos ensina que nossas súplicas devem ter um acompanhamento que dá o verdadeiro sabor à oração: ação de graças. Palavras de gratidão e reconhecimento a Deus, mesmo enquanto estamos orando e intercedendo por situações difíceis, tornam nossa oração um clamor confiante e ousado; assim deve ser o clima no nosso coração para enfrentar as batalhas da vida. Sua oração e seus pedidos têm sido acompanhados de louvores ou de murmurações? Você acompanha seus clamores com palavras de reconhecimento à grandeza de Deus ou com proclamações de derrota? Espere as bênçãos de Deus criando o ambiente certo para a manifestação da Sua glória.

Retirado do Livro:
BASTA UMA PALAVRA
Pe. Antonio José

Santo do Dia - Santo André

Entre os Doze apóstolos de Cristo, André foi o primeiro a ser seu discípulo. Além de ser apontado por eles próprios como o "número dois", depois, somente, de Pedro. Na lista dos apóstolos, pela ordem está entre os quatro primeiros. Morava em Cafarnaum, era discípulo de João Batista, filho de Jonas de Betsaida, irmão de Simão-Pedro e ambos eram pescadores no mar da Galiléia.

Foi levado por João Batista à verde planície de Jericó, juntamente com João Evangelista, para conhecer Jesus. Ele passava. E o visionário profeta indicou-o e disse a célebre frase: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo". André, então, começou a segui-lo.

A seguir, André levou o irmão Simão-Pedro a conhecer Jesus, afirmando: "Encontramos o Messias". Assim, tornou-se, também, o primeiro dos apóstolos a recrutar novos discípulos para o Senhor. Aparece no episódio da multiplicação dos pães: depois da resposta de Filipe, André indica a Jesus um jovem que possuía os únicos alimentos ali presentes: cinco pães e dois peixes.

Pouco antes da morte do Redentor, aparece o discípulo André ao lado de Filipe, como um de grande autoridade. Pois é a ele que Filipe se dirige quando certos gregos pedem para ver o Senhor, e ambos contaram a Jesus.

André participou da vida publica de Jesus, estava presente na última ceia, viu o Cristo Ressuscitado, testemunhou a Ascenção e recebeu o primeiro Pentecostes. Ajudou a sedimentar a Igreja de Cristo a partir da Palestina, mas as localidades e regiões por onde pregou não sabemos com exatidão.

Alguns historiadores citam que depois de Jerusalém foi evangelizar na Galiléia, Cítia, Etiópia, Trácia e, finalmente, na Grécia. Nessa última, formou um grande rebanho e pôde fundar a comunidade cristã de Patras, na Acaia, um dos modelos de Igreja nos primeiros tempos. Mas foi lá, também, que acabou martirizado nas mãos do inimigo, Egéas, governador e juiz romano local.

André ousou não obedecer à autoridade do governador, desafiando-o a reconhecer em Jesus um juiz acima dele. Mais ainda, clamou que os deuses pagãos não passavam de demônios. Egéas não hesitou e condenou-o à crucificação. Para espanto dos carrascos, aceitou com alegria a sentença, afirmando que, se temesse o martírio, não estaria "pregando a grandeza da cruz, onde morreu Jesus".

Ficou dois dias pregado numa cruz em forma de "X"; antes, porém, despojou-se de suas vestes e bens, doando-os aos algozes. Conta a tradição que, um pouco antes de André morrer, foi possível ver uma grande luz envolvendo-o e apagando-se a seguir. Tudo ocorreu sob o império de Nero, em 30 de novembro do ano 60, data que toda a cristandade guarda para sua festa.

O imperador Constantino trasladou, em 357, de Patos para Constantinopla, as relíquias mortais de santo André, Apóstolo. Elas foram levadas para Roma, onde permanecem até hoje, na Catedral de Amalfi, só no século XIII. Santo André, Apóstolo, é celebrado como padroeiro da Rússia e Escócia.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

11º. DIA - ESPERAR EM DEUS NÃO É PERDER TEMPO

“Houve uma festa dos judeus, e Jesus foi a Jerusalém. Existe em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, uma piscina com cinco pórticos, chamada Betesda em hebraico. Muitos doentes ficavam ali deitados – cegos, coxos e paralíticos. De fato, um anjo descia, de vez em quando, e movimentava a água da piscina, e o primeiro doente que aí entrasse, depois do borbulhar da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse. Aí se encontrava um homem, que estava doente havia trinta e oito anos. Jesus viu o homem deitado e sabendo que estava doente há tanto tempo, disse-lhe: “Queres ficar curado?” O doente respondeu: “Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente”. Jesus disse: “Levanta-te, pega tua cama e anda”. No mesmo instante o homem ficou curado, pegou sua cama e começou a andar. Ora, esse dia era um Sábado. Por isso, os judeus disseram ao homem que tinha sido curado: “É Sábado! Não te é permitido carregar tua cama”. Ele respondeu-lhes: “Aquele que me curou disse: „Pega tua cama e anda‟”. Então lhe perguntaram: “Quem é que te disse: „Pega tua cama e anda‟?” O homem que tinha sido curado não sabia quem fora, pois Jesus se tinha afastado da multidão que se encontrava naquele lugar. Mais tarde, Jesus encontrou o homem no Templo e lhe disse: “Eis que estás curado. Não voltes a pecar, para que não aconteça coisa pior”. Então o homem saiu e contou aos judeus que tinha sido Jesus quem o havia curado. Por isso, os judeus começaram a perseguir Jesus, porque fazia tais coisas em dia de Sábado”.
( Jo 5, 1-16)
Você é capaz de imaginar o que é esperar por uma grande bênção por trinta e oito anos? Pode imaginar quantas vezes se temvontade de desistir do sonho e se resignar com aquilo que parece não ter mais jeito?
A Palavra de Deus nos fala hoje de um homem paralítico que por todo esse tempo esteve à beira da piscina de Betesda esperando a sua vez de ser curado. Talvez ele tenha sido levado para lá por alguns amigos bondosos que, certamente, desistiram de esperar por sua cura. O que devia se passar no coração desse homem a cada vez que alguém entrava nas águas milagrosas antes dele? Quantas pessoas ele viu morrer ao seu lado, quantas viu ir embora sem a cura nas mãos? Mas ele permaneceu, talvez por não ter mais para onde ir, até que Jesus, o Médico dos médicos, passou ao seu lado.
Apesar dos lamentos e justificativas (como se o paralítico se sentisse culpado pelo seu próprio sofrimento e quisesse explicar por que ainda estava ali, doente), o Senhor termina por curá-lo, como sinal de grande misericórdia para com aquele homem que não desistiu de sua bênção.
Há quanto tempo você espera por uma mudança em sua vida? Apesar de todo cansaço, apesar de muitos, talvez, já terem desistido, não pense que seu tempo está sendo perdido: Jesus sabe de suas necessidades e está perto para ouvir e responder. Esperar pela graça de Deus não é perder tempo, como também não é inútil o tempo da gestação de um novo ser no ventre da mãe ou o tempo da germinação da semente na terra. Deus está trabalhando você no mais íntimo, para ser capaz de receber e multiplicar a Sua bênção. Não desista de ser feliz com o auxílio do Senhor. Viva o dia de hoje com esperança; talvez a bênção já esteja plantada em você e comece a dar frutos pela sua confiança e perseverança no Senhor.
Ore entregando o seu tempo ao Senhor:

Amado Pai, tenho lutado insistentemente por Tua bênção em minha vida. Tenho lutado para ser feliz segundo o Teu coração. Algumas vezes, desanimado, já pensei em desistir. Mas hoje recobro o meu vigor e me encho de esperança. Vou viver esse dia na serena alegria da Tua presença, crendo que algo bom de Deus já está em curso na minha vida. Não direi mais que meu tempo está sendo perdido ou que não tenho um propósito para viver. Meu propósito hoje é glorificar o Senhor em cada pequeno ato que vou realizar, não perdendo nenhuma oportunidade de amar e me sentir amado por Deus. Obrigado, Pai, porque sempre tens cuidado de mim, dando-me tudo que necessito para começar a ser feliz ainda hoje. Faremos juntos, Senhor, desse dia de hoje, um motivo a mais para não desistir. Amém.

Retirado do Livro:
BASTA UMA PALAVRA
Pe. Antonio José

Santo do Dia - São Saturnino de Toulouse

De origem grega, são Saturnino é uma das devoções mais populares na França e na Espanha. A confirmação de sua vida emergiu junto com a descoberta de importantes escritos do cristianismo produzidos entre os anos 430 e 450. Conhecidos como a "Paixão de Saturnino", trouxeram dados enriquecedores sobre a primitiva Igreja de Cristo na Gália, futura França.

Esses documentos apontam Saturnino como primeiro bispo de Toulouse nos anos 250, sob o consulado de Décio. Era uma época em que a Igreja, naquela região, contava com poucas comunidades cristãs. Estava desorganizada desde 177, com o grande massacre dos mártires de Lyon. O número de fiéis diminuía sempre mais, enquanto nos dos templos pagãos as filas para prestar sacrifícios aos deuses parecia aumentar.

O relato continua dizendo que Saturnino, após uma peregrinação pela Terra Santa, iniciara a sua missão de evangelização no Egito, onde converteu um bom número de pagãos. Foi, então, para Roma e, fazendo uma longa viagem por vales e montanhas, atingiu a Gália.

Por onde andou, pregava com fervor, convertendo quase todos os habitantes que encontrava ao cristianismo. Consta que ele ordenou o futuro são Honesto e juntos foram para a Espanha, onde teria, também, batizado o agora são Firmino. Depois, regressou para Toulouse, mas antes consagrou o primeiro como bispo de Pamplona e o segundo para assumir a diocese de Amiens.

Saturnino fixou-se em Toulouse e logo foi consagrado como seu primeiro bispo. Embora houvesse um decreto do imperador proibindo e punindo com a morte quem participasse de missas ou mesmo de simples reuniões cristãs, Saturnino liderou os que o ignoravam. Continuou com o santo sacrifício da missa, a comunhão e a leitura do Evangelho.

Assim, ele e outros quarenta e oito cristãos acabaram descobertos reunidos e celebrando a missa num domingo. Foram presos e julgados no Capitólio de Toulouse. O juiz ordenou que o bispo Saturnino, uma autoridade da religião cristã, sacrificasse um touro em honra a Júpiter, deus pagão, para convencer os demais. Como se recusou, foi amarrado pelos pés ao pescoço do animal, que o arrastou pela escadaria do templo. Morreu com os membros esfacelados.

O seu corpo foi recolhido e sepultado por duas cristãs. No local, um século mais tarde, são Hilário construiu uma capela de madeira, que logo foi destruída. Mas as suas relíquias foram encontradas, no século VI, por um duque francês, que mandou, então, erguer a belíssima igreja dedicada a ele, chamada, em francês, de Saint Sernin du Taur, que existe até hoje com o nome de Nossa Senhora de Taur. O culto ao mártir são Saturnino, bispo de Toulouse, foi confirmado e mantido pela Igreja em 29 de novembro.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

10º. DIA - PERSEVERAR E DIZER PALAVRAS DE FÉ

“Naquele tempo, Jesus saiu e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava. Mas não conseguiu ficar escondido. Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. Jesus disse: “Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos”. A mulher respondeu: “É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”. Então Jesus disse: “Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha”. Ela voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já havia saído dela”.
(Mc 7, 24-30)

A libertação descrita no evangelho de hoje tem uma explicação particular, que nos é dada pelo próprio Jesus: “por causa do que acabas de dizer...o demônio já saiu de tua filha”. As palavras cheias de confiança da mulher pagã tornaram-na herdeira das bênçãos que Deus reserva para seus filhos. Diante da aparente recusa de Jesus em realizar o milagre desejado, aquela mãe aflita não viu sua fé diminuir, mas exercitou-a com palavras cheias de ousadia e sabedoria.
Você percebeu quantos obstáculos poderiam ter feito aquela mulher desistir da cura de sua filha? Outro evangelista diz que durante muito tempo ela seguiu Jesus com gritos de desespero, mas o Senhor sequer olhou para ela. Você já teve a impressão de que Deus não ouvia seus gritos de aflição? Além disso, os próprios discípulos, que eram as pessoas de ligação entre Jesus e aqueles que o procuravam, pediram ao Senhor que mandasse aquela mulher embora. Você já ouviu palavras de desencorajamento justamente de pessoas de quem esperava uma palavra de conforto e estímulo? Pois tudo isso foi experimentado pelo coração daquela mãe aflita que, ainda assim, não desistiu do seu propósito.
A narração do evangelho nos diz que, não se deixando desanimar por nada, a mulher pagã lançou-se aos pés de Jesus e disse-lhe palavras tão cheias de fé que o Senhor não pôde deixar de atendê-la. O que você tem falado diante de seus problemas? Quando parece que o Senhor está retardando a resposta à oração, qual tem sido sua reação? Hoje você percebeu que a aparente demora de Deus não é motivo para desânimo, mas para crescer na fé e na expectativa. Passe o dia de hoje dizendo palavras cheias de fé, capazes de encantar o coração de Deus. Lance-se aos pés de Jesus, não se deixando vencer por nenhum obstáculo, e apresente a Ele sua oração confiante. Experimente os frutos maravilhosos da entrega ao Senhor.
Vamos declarar palavras de fé diante de Jesus:
Meu amado Salvador Jesus, hoje me lanço aos Teus pés cheio de confiança. Não permito, Senhor, que os obstáculos me impeçam de falar contigo. Espero a hora abençoada em que vais agir com poder em minha vida. Renuncio a toda palavra de incredulidade que tenho dito diante dos meus problemas: eles não são maiores do que Tu, Senhor!
Vá declarando com suas próprias palavras, agora, a vitória de Jesus sobre sua vida. Diga palavras cheias de fé, que tornem você alguém inabalável no seu propósito de continuar aguardando tudo de Deus. A cada oração de fé que fizer, ouça o próprio Jesus dizer ao seu coração: “Por causa do que acabas de dizer...a paz vai voltar à tua casa!”; “Por causa do que acabas de dizer...teus filhos conhecerão o Senhor!”; “Por causa do que acabas de dizer...a tristeza não mais vai reinar em teu coração!”...Glorifique o Nome poderoso de Jesus.

Santo do Dia - São Wilibrordo

Wilibrordo nasceu no berço nobre dos Kents, na Inglaterra meridional, em 658. Essa casa real inglesa, desde o século III, forneceu uma grande quantidade de santos fundadores para a Igreja da época, inclusive seu pai, são Wilgide.

Aos cinco anos, seu pai consagrou-o a Cristo e entregou-o aos beneditinos do Mosteiro de York, onde foi educado. Ainda jovem, demonstrou, realmente, vocação religiosa, dando preferência à vida de reclusão. Aos vinte anos, seguiu para a Irlanda, a pátria dos monges, para aperfeiçoar seus conhecimentos teológicos. Pouco antes de completar trinta anos de idade, recebeu ordenação sacerdotal.

Em 690, Wilibrordo seguiu para a primeira e única missão. Junto com outros onze companheiros missionários, foram evangelizar as regiões no norte da Europa, povoadas pelos bárbaros pagãos. O ponto inicial foi a Holanda, antiga Frísia, onde o rei Pepino, que era cristão, os acolheu muito bem. Esse reino tinha acabado de anexar um território, antes dominado pelo duque pagão Ratbodo. Era um lugar selvagem, onde os habitantes não aceitavam o Evangelho, motivo da missão.

Wilibrordo aceitou, mas antes quis receber a aprovação e a bênção do papa Sérgio I, do qual era muito devotado. Em Roma, ganhou não só o apoio como algumas relíquias de santos mártires para serem colocadas nas igrejas que seriam construídas durante o processo da evangelização. Ele foi um grande organizador, um excelente líder, e logo fez muitos progressos. Cinco anos depois, voltou e entregou ao mesmo papa um relatório dos resultados que conseguira. O papa, em agradecimento, consagrou-o bispo de Utrecht, e acrescentou ao seu nome um outro, de origem latina: Clemente.

Ao chegar à Holanda, Wilibrordo fundou a primeira sede episcopal, em Utrecht, e construiu a Catedral do Santíssimo Redentor. Depois, na condição de primeiro bispo, formou uma equipe de bispos auxiliares, conseguindo importantes conversões naquele território. São lendárias e inúmeras as viagens que fez pelo rio Reno em direção à Dinamarca e à Holanda.

Quando seu protetor, o rei Pepino, morreu, parte das terras da Holanda voltaram para o domínio do pagão Ratbodo. Por isso Wilibrordo teve de sair de cena, indo refugiar-se no mosteiro que fundara em Trèves, não muito distante. E ao receber a notícia que também Ratbodo morrera, voltou para sua missão. Nessa ocasião, contou com a ajuda do sobrinho, Bonifácio, outro grande missionário que a Igreja incluiu no seu livro de santos. De maneira que pôde ver o cristianismo consolidar-se no norte da Europa.

Morreu no seu Mosteiro de Echeternach, construído sobre o rio Reno, em 7 de novembro de 739, já bem idoso. A Igreja canonizou-o como o "Apóstolo dos Frisões". A festa de são Wilibrordo, que ocorre no dia de sua morte, é uma das mais celebradas em toda a Holanda.

Santo do Dia - São Prosdócimo

São muitos os nomes que soam familiares e típicos de certas localidades italianas, mesmo parecendo insólitos, estranhos ou exclusivos. Tais nomes estão ligados ao culto de um santo local, em muitos casos de um antigo bispo e, em outros, de um mártir.

O nome Prosdócimo, pouco freqüente atualmente, para os familiarizados, imediatamente mostra sua origem da região do Vêneto, da cidade de Pádua e, mais tarde, também de Rieti. Isso porque o culto a este santo vem de uma tradição muito antiga, do século II, que homenageia o primeiro bispo de Pádua, de Rieti e, também, padroeiro dessas duas cidades. Segundo narram os registros oficiais da Igreja, Prosdócimo teria evangelizado também toda a Veneza ocidental, numa grande obra de difusão que fixou, definitivamente, o cristianismo no coração daquelas populações.

Até a mais bela imagem dedicada a ele acabou sendo feita por um ilustre artista italiano, faz parte de um conjunto dedicado a santa Justina, outra mártir célebre daquela região. Na tela, Prosdócimo aparece com o típico atributo do jarro, símbolo da sua incansável atividade de batizador, ou seja, formador do rebanho do Senhor.

Nas várias regiões de Rieti e Pádua, o bispo Prosdócimo teria patrocinado prodígios e milagres, que as mais antigas tradições descrevem com toda a liberdade de expressão, reforçando ainda mais seus exemplos edificantes de fé em Cristo. Às vezes, porém, os poucos documentos tornam mais redundantes as tradições. Como foi o caso deste bispo. Depois de sua morte, encontrou-se o registro citando que a comunidade erguera, fora das muralhas de Pádua, a igreja de Santo Prosdócimo, que mais tarde tornou-se a Basílica de Santa Justina, uma das mais belas da cidade.

A glória do bispo Prosdócimo teria sido, de fato, Justina ter sido convertida por ele. Essa nova cristã soube manter intacta a sua fé, enfrentando o martírio na perseguição de Nero. Entretanto Prosdócimo foi poupado, não havendo nenhum registro, ou tradição, que explique o porquê.

O bispo Prosdócimo morreu naturalmente, carregado de merecimentos e de anos. O seu culto ainda é vigoroso, sendo venerado pelos fiéis, que rezam por sua paternal intercessão nas situações de aflição e desânimo. A Igreja confirmou a sua celebração e, no calendário litúrgico, são Prosdócimo deve ser homenageado no dia 7 de novembro.

O nome Prosdócimo, em grego, significa "esperado". Ele foi o primeiro evangelizador dessas cidades. De fato, verdadeiramente, o esperado por elas, que ainda eram pagãs. A tradição diz que ele teria sido enviado para atendê-las pelo próprio são Pedro, que para isso o consagrou primeiro bispo de lá.

domingo, 6 de novembro de 2011

9º. DIA - VIGIE SUAS PALAVRAS

“Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galiléia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. E lhe jurou, dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. Ela saiu e perguntou à mãe: “Que vou pedir?”. A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”.
(Mc 6, 14-29)

No evangelho de hoje, Marcos recorda o episódio da morte de João Batista e como Herodes, cheio de remorso, pensava que Jesus fosse João redivivo. O cruel assassinato de João havia marcado para sempre o coração de Herodes, talvez por ter sido algo tão banal quanto injusto. De fato, segundo Marcos, a única razão que obrigou o rei a liquidar João foram suas palavras precipitadas, ditas num momento de exaltação e descontrole. Um velho ditado diz que “palavra de rei não volta atrás” e, se assim é verdadeiramente, Herodes havia se comprometido com suas palavras a realizar os caprichos de uma jovem dançarina; o astuto rei tornou-se prisioneiro da jovem cortesã por causa de suas palavras impensadas.
É preciso que aprendamos a vigiar nossas palavras, querido irmão. Palavras precipitadas, ditas em momentos de “sangue quente”, podem ser o começo de novos e maiores problemas. Peça ao Senhor que, no dia de hoje, o Espírito Santo seja um vigia à frente de seus lábios, para que eles não se tornem um laço para prendê-lo em situações de embaraço e perigo. Uma só palavra inspirada pelo Espírito tem mais poder para fazer o bem do que muitas palavras ditas debaixo da ira e do nervosismo. É preciso saber a hora de falar e a hora de calar...
Oremos pedindo sabedoria para usar palavras abençoadas no dia de hoje:
Pai querido, aprendi hoje que palavras malditas são cadeias que me aprisionam a situações de perigo e destruição. Perdoa-me, Senhor, porque devido à minha constante precipitação no julgar e no falar, tenho sido injusto e impiedoso com tantas pessoas. Perdoa-me se me envolvi em contendas desnecessárias pelo meu modo errado de me expressar. Pai, preciso da sabedoria do Teu Espírito para discernir quando devo falar e quando devo calar. Preciso dele igualmente para saber como falar, a fim de alcançar com amor o coração de meus irmãos. Usa minhas palavras hoje como sementes de bênção, ó Senhor. Dá-me palavras cheias de paciência, prudência, perdão e bondade. Usa-me, Pai, como um arauto de boas-novas para a vida dos meus irmãos, em Nome de Jesus.
O que a Bíblia diz sobre as palavras do homem?
“Guarda tua língua do mal, e teus lábios de palavras enganosas. Aparta-te do mal e faze o bem; busca a paz e vai ao seu encalço”. (Sl 33, 14-15)
“O falador fere com golpes de espada; a língua dos sábios, porém, cura. Os lábios sinceros permanecem sempre constantes; a língua mentirosa dura como um abrir e fechar de olhos”. (Pv 12, 18-19)
“A língua serena é uma árvore de vida; a língua perversa corta o coração”. (Pv 15, 4).
“É do fruto de sua boca que um homem se nutre; com o produto de seus lábios ele se farta”. (Pv 18, 20)
“Quem vigia sua boca e sua língua preserva sua vida da angústia”. (Pv 21, 23).
“A língua, porém, nenhum homem a pode domar. É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos ao Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procedem a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim. Porventura lança uma fonte por uma mesma bica água doce e água amargosa? Acaso, meus irmãos, pode a figueira dar azeitonas ou a videira dar figos? Do mesmo modo a fonte de água salobra não pode dar água doce” (Tg 3, 8-12).

Retirado do Livro:
BASTA UMA PALAVRA
Pe. Antonio José

Santo do Dia - São Leonardo de Noblac


Leonardo, filho de nobres da Corte de França, nasceu no ano 491, quando o imperador era Anastácio. Segundo narrativas, o rei Clodoveu era seu padrinho de batismo. Na juventude, Leonardo não quis seguir a carreira das armas, por isso o seu padrinho quis consagrá-lo seu bispo. Leonardo não aceitou, preferiu ficar ao lado de são Remígio, então bispo de Reims. Mas pediu um privilégio, só destinado aos bispos: poder libertar os prisioneiros que viesse encontrar encarcerados, no que foi prontamente atendido.

Só mais tarde Leonardo decidiu ingressar num mosteiro para dedicar-se totalmente à vida religiosa. Primeiro, esteve no de São Maximino em Micy. Depois, foi para um antigo, fundado por santo Euspício, perto de Orleans. Já sacerdote, foi enviado a Berry, onde converteu muitos pagãos.

Mais tarde, buscou o isolamento para meditar e viver sua fé na oração. Encontrou o lugar certo para isso num bosque afastado, perto de Limonges. Lá, havia apenas uma casa tosca e simples, que lhe servia de morada. O seu ermo virou ponto de visitação de mais e mais pessoas que buscavam seus conselhos, orações e consolo.

Certo dia, sua solidão foi interrompida de um modo especial. A chegada do rei Clodoveu, que praticava uma caçada, acompanhado da rainha Clotilde, então grávida, e que nessa ocasião foi surpreendida pelas dores do parto. O rei, aflito, buscou os cuidados de Leonardo, que eliminou as dores com suas orações e conduziu o nascimento de um lindo menino horas depois. Como recompensa, o rei Clodoveu doou aquelas terras a Leonardo.

No local, que ele chamou de "Nobiliacum", para lembrar o gesto nobilíssimo do seu padrinho, ergueu um altar a Nossa Senhora, que, aos poucos, tornou-se uma intensa e fervorosa comunidade religiosa, culminando com a construção do Mosteiro de Noblac.

Diz a tradição que o monge Leonardo só deixava o mosteiro quando alguma missão o exigia, especialmente quando se tratava de resgatar e converter os pagãos encarcerados. E ainda, ele teria sido visto libertando nobres franceses que estavam prisioneiros dos turcos muçulmanos invasores. O prodígio teria ocorrido por volta do ano 1000, muitos séculos depois de sua morte, em 6 de novembro de 545.

O culto de são Leonardo de Noblac, uma das devoções mais antigas dos fiéis franceses, propagou-se em todo o mundo cristão e foi reconhecido pela Igreja. A festa ocorre no dia 6 de novembro, considerado o dia de sua morte.

sábado, 5 de novembro de 2011

8º. - DIA AGRADECER PARA MAIS RECEBER

“Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: “Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer. Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe”. Os discípulos disseram: “Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?”. Jesus perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?”. Eles responderam: “Sete”. Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta”.
(Mc 8, 1-10)

Hoje vamos dar atenção a um pequeno detalhe da narração da multiplicação dos pães. O evangelho nos diz que antes de partir o pão e os peixes para serem distribuídos, Jesus os tomou nas mãos para dar graças. Saber agradecer pelo que se tem nas mãos parece ser o início de grandes milagres na Bíblia. Só aqueles que reconhecem o que têm recebido do Senhor podem multiplicar as bênçãos generosas de Deus. A Palavra nos diz que todos comeram do pão multiplicado e ficaram satisfeitos. Dar graças, dizer palavras de louvor e reconhecimento, revela que estamos satisfeitos com Deus, sentindo-nos amparados por Ele. Só quando nossos corações se sentem agradecidos ao Senhor, que não permite que nada nos falte, estamos prontos para multiplicar as graças de Deus. Seja um multiplicador de bênçãos, dando louvores ao Senhor.
Uma doença da alma
Há uma enfermidade que atinge o coração do homem e que podemos chamar de “amnésia espiritual”. Essa doença se manifesta em momentos de provação, quando parece que fogem da nossa mente as lembranças de tudo aquilo que o Senhor já fez por nós e nos entregamos à dúvida e à desconfiança. Nas horas de dificuldade devemos nos acostumar a trazer de volta à lembrança aquilo que Deus já fez por nós, para que nosso coração se encha de esperança. Ele que já fez tanto em nosso favor, realizou tantos livramentos e nos trouxe até o dia de hoje, vai nos faltar justamente agora? Aproveite o dia de hoje para recordar, com gratidão, tudo aquilo que Deus já fez por você. Se você está passando por tempos difíceis, essas lembranças serão motivo de encorajamento e renovação das suas forças. A Escritura diz:“A esperança retorna quando me lembro destas coisas...”(Lm 3, 21). Anime-se para o futuro, dando graças pelas maravilhas do Senhor em sua vida.
Vamos exercitar nossa gratidão a Deus, orando:
Pai Amado, dá-me um coração agradecido. Peço-Te perdão se tenho sido ingrato, só percebendo as dificuldades da vida e não o Teu imenso amor que me acompanha. Agradeço por tudo que tens feito por mim e por tudo que tens me concedido. Agradeço de modo especial por Teu Filho Jesus, o meu Salvador. Ele permanece comigo todos os dias, a fim de que eu não me sinta sozinho em nenhuma situação. Obrigado, Pai, por tudo aquilo que hoje tenho em minhas mãos. Sei que esse pouco que tenho é o início de muitas e multiplicadas bênçãos do Senhor em minha vida. Obrigado, Senhor, por esse dia de hoje e por todas as oportunidades que me darás com ele. Vou olhar tudo com os olhos da gratidão e aproveitarei cada pequena graça, a fim de que cresça em mim o Teu poder. Por tudo, Pai, muito obrigado. Amém.

Retirado do Livro:
BASTA UMA PALAVRA
Pe. Antonio José

Santo do Dia - Guido Maria Conforti


Guido Maria Conforti nasceu no dia 30 de março de 1865, em Ravadese, província de Parma, norte da Itália. Filho de pais piedosos, foi educado no amor a Deus e ao próximo. Concluiu o estudo elementar com irmãos das escolas cristãs. Nessa oportunidade, seu pai compreendeu que o sonho de ver o filho dirigindo os negócios agrícolas da família jamais seria realizado. Guido tinha vocação para a vida religiosa.

Assim, ingressou no seminário, estimulado pelos pais. Lá, após ler a biografia de são Francisco Xavier, foi a vez de Guido abraçar um sonho: ir para a China, continuar a missão do santo. Aos dezessete anos de idade, enfrentou dificuldades de saúde, o mal da epilepsia, que quase o impediu de continuar. Rezou para Nossa Senhora com muita fé e obteve a graça para superar a doença. Em 1888, recebeu a ordenação sacerdotal. Mas foi designado para professor do seminário e depois nomeado vice-reitor. O que fez o sonho das missões no Oriente permanecer adormecido no seu coração.

Aos vinte e oito anos, quando Guido Conforti já era cônego da catedral de Parma, decidiu que era hora de executar seu sonho. Dois anos depois, em 1895, devido à falta de recursos, fundou a Congregação dos Missionários Xaverianos para a Evangelização dos Não-Cristãos, hoje chamado apenas de Instituto Xaveriano. Nessa época, seu pai morreu e toda a herança que recebeu aplicou na sua Obra. Comprou uma casa, onde abrigou os primeiros dezessete seminaristas. Não precisou aguardar muito, pois em março de 1899 os dois primeiros xaverianos seguiram em missão para a China. Pouco depois, em 1902, o próprio fundador emitiu os votos religiosos e recebeu o hábito dos xaverianos, em Roma, para dedicar-se só às missões.

Entretanto qual não foi sua surpresa ao ser nomeado arcebispo de Ravena. Obediente, Guido Conforti assumiu o posto. Um ano depois, por motivos de saúde, pediu à Santa Sé para poder renunciar o cargo. Voltou para Parma, onde trabalhou na consolidação da sua Obra. Ocorre que o carisma do Instituto atendia plenamente os anseios da Igreja, que nesse período estava instalando a prefeitura apostólica de Honan, na China. Foi então que a Santa Sé confiou essa administração ao Instituto Xaveriano, em 1906. Desde então, pequenos grupos de missionários xaverianos começaram a seguir para o Oriente.

Em 1907, Guido Conforti foi novamente solicitado para o serviço episcopal. Agora, como auxiliar do bispo de Parma, depois como seu sucessor. Administrou a diocese por vinte e cinco anos, numa intensa atividade: foram dois sínodos e cinco visitas pastorais nas trezentas paróquias. Enquanto isso o Instituto também se expandia por toda a Itália.
A alegria estampava o rosto do fundador, quando, em 1912, na condição de bispo de Parma, ele consagrou, naquela catedral, o primeiro bispo xaveriano, Luigi Calza, nomeado para Cheng-Chow, na China. O Instituto consolidava-se cada vez mais no mundo. Mas para que a Obra ficasse completa, ele criou, junto com padre Paulo Manna, a União Missionária do Clero, sendo eleito o primeiro presidente.

Guido Conforti viajou só uma vez para a China, em 1928, para visitar e encorajar os seus filhos xaverianos. Depois de algum tempo, morreu, com apenas sessenta e seis anos, no dia 5 de novembro de 1931. Mas a sua Obra floresceu em 1945, quando foi fundado o Instituto das Missionárias de Maria, ou xaverianas, pelo padre Giacomo Spagnolo e a leiga Celestina Bottego.

Em 1996, o papa João Paulo II proclamou-o bem-aventurado. Atualmente, os xaverianos e as xaverianas dirigem e trabalham em vários países de todos os continentes, inclusive no Brasil. A festa do bem-aventurado Guido Maria Conforti ocorre no dia de sua morte.

Santo do Dia - São Zacarias e santa Isabel


Embora os nomes desses santos não estejam presentes no calendário litúrgico da Igreja, há muitos séculos a tradição cristã consagrou este dia à veneração da memória de são Zacarias e santa Isabel, pais de são João Batista.

Encontramos a sua história narrada no magnífico evangelho de são Lucas, onde ele descreveu que havia, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel. Eles viviam na aldeia de Ain-Karim e tinham parentesco com a Sagrada Família de Nazaré.

Foram escolhidos por Deus por sua fé inabalável, pureza de coração e o grande amor que dedicavam ao próximo. Isabel, apesar de sua santidade, era estéril: uma vergonha para uma mulher hebréia, que era prestigiada somente através da maternidade. Mas foi por sua esterilidade que ela se tornou uma grande personagem feminina na historia religiosa do Povo de Deus. Juntos, foram os protagonistas dos momentos que antecederam o mais incrível advento da historia da humanidade: a encarnação de Deus entre os seres humanos.

Estavam velhos, com idade avançada, e como não tinham filhos, julgavam essa graça impossível de ser alcançada. Foi quando o anjo do Senhor apareceu ao velho sacerdote Zacarias no templo e disse-lhe que sua mulher, Isabel, teria um filho que teria o nome de João, que significa "o Senhor faz graça". O menino seria repleto do Espírito Santo desde a gestação de sua mãe, reconduziria muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus e seria precursor do Messias.

Zacarias, inicialmente, manteve-se incrédulo ante o anúncio celeste do nascimento de um filho pelo qual havia rezado com tanto ardor; para que pudesse crer, precisou de um sinal: ele ficou mudo até que João veio à luz do mundo. Na ocasião, sua voz voltou e ele entoou o salmo profético em que, repleto do Espírito Santo, profetizou a missão do filho.

Enquanto isso, devido à proximidade da maternidade, Isabel recolheu-se por cinco meses, para estar em união com Deus. Os dias ela dividia em três períodos: de silêncio, oração e meditação. E foi assim que Isabel, grávida de João e inspirada pelo Espírito Santo, anunciou à Virgem Maria, sua prima, quando esta a visitou: "Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre".

Após o nascimento de João, Zacarias e Isabel recolheram-se à sombra da fama do filho, como convém aos que sabem ser o instrumento do Criador. Com humildade, alegraram-se e satisfizeram-se com a santidade da missão dada ao filho, sendo fiéis a Deus até a morte.

Santo do Dia - Santa Bertila


Século VII. Na França, a pequena Bertila, nascida em 630, de pais nobres e piedosos, não sentia satisfação com a vida fútil só de folguedos e festas. Com o passar dos anos, aumentou essa insatisfação e a certeza de que não encontraria a felicidade nos prazeres que o mundo oferecia, nas aldeias e nos palácios. Dizia sempre que sua vida estava destinada à caridade e à humildade a serviço de Deus. E assim aconteceu.

No início da adolescência, a seu pedido e com aprovação dos pais, ingressou no Mosteiro beneditino de Jouarre, próximo de Paris. A superiora era a própria santa Teodequildes, que logo percebeu a extrema vocação de Bertila. De fato, mesmo com pouca idade, ela assumiu com dedicação vários cargos de responsabilidade. Acabou sendo indicada para dirigir o novo Mosteiro de Chelles, fundado pela rainha Batildes, esposa do rei Clóvis II, e construído também nos arredores de Paris.

Bertila foi para lá no ano 659, como abadessa. O fervor que transmitia na piedade e caridade contagiou todas as religiosas. A fama de celeiro de santidades do mosteiro ganhou as cortes de toda Europa. E os pedidos para ingressar no Mosteiro de Chelles começaram a chegar de todos os lugares. Eram dezenas e mais dezenas de mulheres que queriam seguir o exemplo de humildade da abadessa Bertila, abandonando a nobreza para dedicar a vida à penitencia, oração e caridade, aos pobres e doentes abandonados.

Assim, no Mosteiro de Chelles ingressaram várias princesas e rainhas. Até mesmo a sua fundadora, rainha Batildes, que, influenciada pela jovem abadessa, trocou a coroa pelo hábito beneditino.

A incansável santa Bertila, como era chamada por todos ainda em vida, dirigiu a instituição por quarenta e seis anos, até morrer em 5 de novembro de 705. O seu corpo foi sepultado no cemitério do mosteiro, local que logo se tornou rota de peregrinação dos fiéis, desejosos de agradecer a intercessão da querida santa.

Mais tarde, o culto foi confirmado pela Igreja e também a festa de santa Bertila, que ocorre no dia de sua morte. As suas relíquias, hoje, estão guardadas na bela Catedral de Chelles.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

7º. - DIA SE HÁ MUITAS COISAS A FAZER...

“Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. A cidade inteira se reuniu em frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. E andava por toda a Galiléia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios”.
(Mc 1, 29-39)
O evangelho de hoje nos faz conhecer um pouco da jornada diária de Jesus. Procurado por muitos, Jesus curava doentes, libertava possessos, anunciava o amor e o perdão de Deus. Lidar com tantas pessoas aflitas devia ser algo bastante desgastante. Mas o evangelista nos diz que, enquanto os outros ainda dormiam, Jesus ia a lugares desertos orar ao Pai. Essa era a sua maneira de encontrar forças para a jornada que devia enfrentar.
Muitos são os que se ressentem pelo cansaço das atividades do dia-a-dia. Não só o corpo, mas principalmente as emoções e a mente se desgastam com as preocupações de uma rotina agitada. Aprendemos hoje com Jesus que nosso momento de oração diária não é um luxo, um tempo perdido, mas uma fonte de graças e coragem para os desafios que devemos enfrentar. Do seu breve, mas fiel momento cotidiano de encontro com Deus pode depender o resto de todo o seu dia: a oração tem o talento de fazer o tempo render em graças, tornando-nos mais ágeis e sábios para enfrentar os problemas. Muitas coisas a resolver? Pois, então, você tem um grande motivo para orar!
Uma importante lição sobre a oração
Falta de perseverança é a explicação para muitas orações que não frutificam em graças. Em Mt 7, 7-12, Jesus ensina aos discípulos uma lição fundamental: “Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta!”. Poderíamos compreender melhor as palavras do Senhor se as lêssemos assim: “Pedi até que vos seja dado! Procurai até achar! Batei até que a porta se abra!”. Quantas orações não se transformam em bênçãos porque paramos de bater antes que a porta se abra ou deixamos de procurar antes de encontrar. Não esmorecer na oração, justamente naquele tempo de espera que dura entre o pedir e o receber, é um grande segredo de confiança no poder de Deus. Você tem deixado de lado a oração nos últimos dias? Está quase desistindo de uma causa porque a porta ainda não se abriu? Renove hoje sua confiança e volte a bater nas portas do coração de Deus, pois, certamente, elas se abrirão para você.
Ore agora mesmo e agarre-se ao Senhor que está aqui com você:
Pai Amado, teu filho Te procura agora com toda confiança. Volta Teu rosto para mim, Senhor, e serei salvo! Tenho tantas coisas a resolver, tantas lutas a enfrentar, mas espero tudo de Ti, meu Deus. Enche-me, mais uma vez, com Teu Espírito Santo e levanta-me do desânimo e da incredulidade. Pai, estou batendo às portas do Teu coração para receber aquilo de que tanto preciso. Abre para mim e derrama em minha vida a Tua graça e a Tua bênção. Eu Te glorifico, meu Pai generoso e bondoso, porque sempre cuidas de mim. Entrego-Te esse dia de hoje e todos os seus combates, em Nome de Jesus. Amém.

Retirado do Livro:
BASTA UMA PALAVRA
Pe. Antonio José